25/10/2018

Latte art: a assinatura dos baristas no café

Destemperados

    Com certeza você já entrou em uma cafeteria despretensiosamente para fazer uma pausa durante o dia e tomar um café. As versões que levam leite, como o cappuccino, por exemplo, trazem a sensação de conforto e são uma das mais pedidas dos cardápios. E elas podem tornar a experiência ainda mais divertida se forem servidas com desenhos – de coração, de flor e, até mesmo, de bichinhos.

    O método de desenhar sobre o café se chama latte art e vem encantando cada vez mais os consumidores assíduos da bebida. A técnica se tornou uma forma de atrair os clientes, inclusive, muitos baristas a utilizam para se aproximar do consumidor.

    Segundo Isis Correa, barista do Grupo Press, além da criatividade, existem duas maneiras de criar as ilustrações: com o auxílio de um palito ou à mão livre, com a própria calda da bebida.

– Chamamos de grafismo a técnica em que utilizamos o palito, que é como uma caneta, para desenhar no café. Já o free pour é a prática com a crema do leite. Primeiro, é preciso aquecer com o vaporizador até obter a textura correta. Com o auxílio da própria xícara, conseguimos desenhar a partir da entrada do leite no café – explica a barista.

    Os desenhos mais básicos do latte art free pour são o coração, a roseta e a tulipa. De acordo com Isis, é por eles que se iniciam os preparos, até que a imaginação e a prática se desenvolvam para as próprias criações, que são consideradas assinaturas dos baristas.

    Com a popularidade dos cafés, a arte de desenhar neles também tem crescido. Algumas competições sugiram no Brasil e ao redor do mundo para que os profissionais possam mostrar suas habilidades.

    A jovem barista do Press foi finalista do Campeonato Brasileiro de Latte Art. Na competição, os artistas têm apenas 10 minutos para preparar três pares de desenhos. As criações passam por uma análise visual em que os jurados técnicos observam a estética, a textura do leite, a simetria e a dificuldade dos desenhos. O que não quer dizer que o sabor e a qualidade fiquem de lado, outros dois avaliadores cuidam da extração, das boas práticas de higiene e do aquecimento do leite.

    Depois de conhecer um pouco das técnicas e do trabalho do latte art, parece que o café até ganha um novo sabor. Os detalhes nos fidelizam com os baristas e surpreendem o que seria uma simples parada em uma cafeteria. A partir de hoje, confesso que meu café preferido é o tulipa, mas também aceito um com um gatinho para alegrar o dia.

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