04/12/2012

“A vida é curta. Comece pela sobremesa!”

Destemperados

A frase do título acima não é minha. É o mantra da chef Juliana Motter. Em 2010, sua casa de doces - a Maria Brigadeiro - foi citada no Destemperadinhos por minha amiga Letícia Nascimento numa de suas sugestões paulistas para programa no Dia das Crianças. Letícia, inclusive, sugeria uma dupla perfeita: Livraria da Vila do Jardins (que tem área infantil e contadores de histórias) e Maria Brigadeiro. Anos se passaram e aterrissei em Sampa. Minha criança interior ( e adolescente fissurada em uma boa panela de brigadeiro) precisou conferir essa dica de perto.
Muito prazer, Juliana Motter. Muito prazer, Maria Brigadeiro.


Conta a lenda que, aos seis anos de idade, a Chef Juliana Motter, criadora do primeiro ateliê do Brasil especializado em brigadeiros, caiu de amores por uma panela do docinho achocolatado mais querido do Brasil. Ela é a responsável pela febre dos brigadeiros gourmets no país.
A verdade – vamos ser sinceros - é que todas as casas que surgiram depois copiaram a delicadeza dos detalhes e a criatividade dos sabores da Maria Brigadeiro.
A gente aqui no sul chama brigadeiro de “negrinho e branquinho”. A explicação está no “O Livro do Brigadeiro” - livro da Juliana Motter. Ao que tudo indica, o doce foi criado no Rio Grande do Sul (sabia disso, Bairrista??). Como era o doce preferido do candidato Brigadeiro Eduardo Gomes acabou ganhando um novo apelido.
O novo apelido do doce só não colou no RS. O gaúcho segue chamando o dito cujo de negrinho.
Desde que li o livro, fiquei encantada com o trabalho e esperteza da Juliana em transformar uma receita tão popular em algo tão nobre e requintado. Aliás, já presenteie várias amigas com as dicas e a doçura do texto da Chef. Não é verdade, gurias? (Num comentário logo abaixo, a Fernanda Garcia me revelou que a Maria Brigadeiro tem uma "caixinha de remédios" para curar a TPM - não é o máximo?) 
Juliana trouxe de volta as já enterradas bailarinas (pratos fofos de dois ou mais andares). Reinventou o granulado, os brigadeiros de colher. Criou novas cores e estampas para as forminhas tradicionais. Por fim, deu até um toque exótico para alguns sabores com gengibre, pimenta e wassabi.

Mesmo com tanta variedade, sou como qualquer criança, curto o sabor tradicional, enrolado ou na panelinha. Hummm...
A casa é minúscula e com poucas mesas para comer no local. Fui num sábado à tarde e não recomendo: lotadíssimo. Porém, foi legal para perceber a popularidade da Maria Brigadeiro e da Juliana que estava por lá conversando com todos os clientes. Para quem leva crianças, recomendo a visita num dia mais tranquilo. #ficaAdica
No sábado também estava rolando uma degustação de panetone com brigadeiro e cerejas ... de-li-ci-o-so. 
Em um quadrado de vidro estava a orquestra: 15 funcionárias enrolando docinhos feitos na hora, fresquinhos (por isso, demora um pouco, prepare-se!).
Enquanto elas enrolam, a gente admira a cozinha fofíssima e repleta de detalhes apaixonantes (lembra muito a Magnolia Bakery em NY – loja de cupcakes no Village).
Levei uma caixa de 8 brigadeiros para presentar meus filhos: 6 tradicionais de chocolate, 2 de chocolate branco e 2 de chocolate e baunilha (esse dois últimos eu me dei de presente, ok?). Também trouxe uma panelinha de brigadeiro de colher que dava gosto de ver o meu filho se lambuzando feliz da vida.
Total da brincadeira, R$ 45. Paga-se para comer também com os olhos! O brigadeiro é o nosso cupcake. Brigadeiro é terapia. Brigadeiro é du Brasil, sil, sil!

MARIA BRIGADEIRO
Rua Capote Valente, 68 - Jardim Paulista 
São Paulo | SP
Tel.: (11) 3085-3687
www.mariabrigadeiro.com.br
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