03/07/2013

6 motivos para se apaixonar pela Feira Tom JobimMG

Jaqueline Vale

Tenho algumas paixões na vida e em se tratando de experiências gastronômicas - afinal é por isso que estamos aqui - tenho três em especial: mercados, botecos e feiras de rua. E é exatamente dessa última a que venho falar hoje, pra mim uma das melhores feiras de comida de Belo Horizonte, a Feira Tom Jobim, que acontece todo sábado desde 1997. E não são só as barraquinhas de comidas deliciosas que faz dessa feira especial, são vários os motivos. Primeiro que ela é dividida em duas partes, uma de comida e uma de feira de antiguidades. Tá dando pra entender de onde vem tanto amor? Então vai dando uma olhada pra ver se até o final desse post você também não vai estar apaixonada por ela também.

Comecei o passeio pela feira de antiguidades. Lá você encontra de tudo, desde cadeira de balanço a baleiro. Além de ter umas senhorinhas super simpáticas. Primeiro uma veio me perguntar de onde eu era, disse que eu tava com cara de gringa turista (acho que por causa de tantas fotos tiradas), depois aquelas duas senhorinhas que estão sentadinhas ali nas cadeiras, na foto de cima, vieram puxar papo comigo, perguntando onde eu tinha comprado minha bota, que elas adoraram. Fala se não dá pra ficar uma hora só andando nessa parte de antiguidades?

Agora ta na moda coisas velhas, opa, quer dizer, vintage. Old is new! Pois eu adoro!

Agora vai me dizer que esses pendentes não são um charme? Quem já leu outros posts meus sabe bem que amo uns pendentes e umas luzinhas dependuradas. Quero esse azul já!

O segundo motivo pelo qual essa feira é um lugar impossível de não se apaixonar é devido ao lugar que ela é. Antes ela acontecia em um quarteirão da Av. Bernardo Monteiro, sob um corredor de lindos e enormes fícus, mas infelizmente a feira teve que ser transferia para o outro lado da avenida, na Av. Carandaí, pois os fícus estão ameaçados por umas moscas e a prefeitura não deixou a feira continuar por segurança. Tudo bem, confesso que fiquei triste, como todos que frequentam a feira, mas o lugar atual também seu charme.

Continua sobre um correr de lindas árvores, fazenda aquela sombra gostosa enquanto tomamos uma cerveja e comemos as delícias da feira.

Infelizmente esse dia não pude tomar a cervejinha gelada, mas tirei essa foto para vocês verem o terceiro motivo apaixonante dessa feira. É assim que funciona a feira, você primeiro encontra uma mesa, senta e aí vem uma das moças que atendem. Você abre uma conta com elas e pode pedir coisas de qualquer uma das barraquinhas. Sim, é isso mesmo! Acho que esse motivo por si pode ser o número 3. Já motivo número 4, e por isso tirei essa foto, é se vocês repararem na mesa da senhora com blusa do Brasil, uma caixinha enrolada com fita adesiva. Conseguem imaginar o que é isso? Pois eu te digo, isso é simplesmente uma caixinha de isopor que vem com as latinhas de cervejas que você pede. Ah vá, é muito amor ou não?

O quinto motivo é que além de tudo isso, às vezes rola música ao vivo pra acompanhar a tarde sobre as árvores e regada a muito isoporzinho. Para começar, pedimos uma porção de quibe em uma barraquinha de comida árabe.

Sempre que vou acabo pedindo eles de entrada. Sou apaixonada com quibe e ainda mais por esses aqui. E quem espera por requinte, com certeza não deve ir à Feira Tom Jobim. São pratinhos e talheres de plásticos e sim, passamos a coalhada seca com palito de picolé, que por sinal funciona super bem.

Depois resolvemos pedir uma comida na famosa Barrada da Ana. São vários pratos mineiros, nessas singelas panelas de barro.

Como eu e minha amiga ficamos divididas e não estávamos querendo comer um prato cada, resolvemos pedir uma porção, metade carne de panela e metade costelinha com quiabo.

E é assim que comemos costelinha aqui em Minas Gerais.

Quer saber o sexto motivo porque amo a Feira Tom Jobim, porque soma todos os outros cinco motivos e no final pagamos só 17 reais pra cada. Claro que quando a gente fica a tarde toda com o isoporzinho na mesa essa conta aumenta significadamente, assim como minha paixão pela feira. Quero terminar esse post citando o grande poeta e compositor Tom Jobim em homenagem aos fícus condenados: “Quando uma árvore é cortada ela renasce em outro lugar. Quando eu morrer quero ir para esse lugar, onde as árvores vivem em paz”. 

Feira Tom Jobim
Av. Carandaí - Santa Efigência
Belo Horizonte/MG


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