08/11/2018

Alma RS: sabor, memória e cultural regionais | Cambará do SulRS

Joanna Romero

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Entre as belas paisagens de Cambará do Sul está o restaurante Alma RS, localizado dentro do hotel Parador Casa da Montanha. A excelente gastronomia regional aliada a passeios em meio à natureza pode ser um programa e tanto para amigos, casais e famílias que buscam momentos de relaxamento e diversão. Passamos dois dias por lá para vivenciar as experiências do almoço e do jantar e, entre uma refeição e outra, aproveitamos para curtir o hotel e visitar o Parque Nacional dos Aparados da Serra e o Parque Nacional da Serra Geral.

Compartilhamos tudo o que encontramos: a cultura do fogo, os excelentes pratos ricos em sabores e texturas e a seleção criteriosa de ingredientes. Além disso, publicamos uma entrevista com a chef residente Ana Heidel, responsável pelo cardápio do Alma e a mente criativa por trás da gastronomia do restaurante. Desejamos uma boa viagem!


POR QUE IR
- O Alma RS é o restaurante do Parador Casa da Montanha, hotel localizado na cidade gaúcha dos cânions, Cambará do Sul. Aberto ao público, o lugar fica em meio à natureza, rodeado por campos verdes e de frente para um rio. É perfeito para quem quer dar uma pausa na rotina e viver uma experiência sensacional, tranquila e cheia de personalidade.

- O restaurante reinaugurou este ano com uma proposta que nos encantou. O foco é valorizar a cultura e a gastronomia do Rio Grande do Sul. Para isso, utiliza ingredientes sazonais, quase todos produzidos por lá mesmo, e explora combinações inusitadas de sabores e texturas. Fica a dica do churrasco campeiro preparado no fogo de chão, com cortes especiais como o clássico costelão gaúcho e o cordeiro enterrado na brasa. A função rola aos sábados, ao meio-dia. Além das carnes, eles também cozinham acompanhamentos como a moranga recheada com linguiça preparada na brasa e os vegetais grelhados no fogo. Chega a dar água na boca só de pensar, não é mesmo?

- A responsável pela criação do cardápio é a chef Ana Heidel, que, com base em muitas pesquisas e testes, cria os menus, que variam conforme as estações do ano. Tivemos a oportunidade de experimentar as delícias de outono e inverno, mas a chef nos avisou que na metade do mês de novembro, os pratos de primavera e verão já vão entrar em cena.

- O Alma se preocupa muito com a sustentabilidade na gastronomia, ou seja, pensa em mil e uma maneiras de aproveitar os ingredientes. Os pratos precisam ter pelo menos 90% de aproveitamento na cozinha. No menu, só entram criações que estiverem de acordo com essa política.

CLIMA DO LUGAR
- Quando estávamos programando a nossa ida, ficamos indecisos se valeria mais a pena curtir a experiência do almoço ou a do jantar. Na dúvida, fomos nas duas. O cardápio é o mesmo, mas cada vivência tem seu clima único e incomparável. Quem puder, recomendamos que se hospede no hotel e vivencie os dois momentos.

- O restaurante é todo envidraçado, com vista para campos bem verdinhos, então no almoço a ideia é curtir a natureza naquele clima tranquilo e relaxante. Pode ser tanto um momento em família quanto a dois. Já no jantar, o clima é mais intimista, com velas decorando e iluminando as mesas, perfeito para ir de casal. À noite, a casa costuma acender o fogo para preparar aos clientes opções exclusivas, fora do cardápio (R$ 60 cada prato). Para isso, utilizam também o fogão a lenha. É difícil explicar em palavras, mas parece que assim os sabores ficam ainda mais marcantes e memoráveis.

PROVAMOS E RECOMENDAMOS
- Estávamos em três pessoas, então, cada um experimentou um prato no almoço e outro no jantar. Tudo isso porque o menu é encantador e o desejo de provar o maior número possível de delícias foi grande.

- Tudo começa com um excelente couvert regional (R$ 22): pão caseiro assado no forno a lenha, geleia artesanal de Cambará do Sul, manteiga temperada com flor de sal, azeite temperado e torradinhas. Além da apresentação ser linda, os pãezinhos e a manteiga são incríveis. No jantar, ainda veio uma linguicinha campeira supersaborosa. Serve de duas a três pessoas.

- De entrada, eles têm algumas saladinhas e as sopas do dia (R$ 35). Nós experimentamos a clássica capeletti, com caldo feito da carcaça de faisão e um creminho de moranga. Os dois são bem servidos.

- De principal, a primeira escolha foi o Cordeiro Cambará (R$ 80): lombo de cordeiro grelhado ao próprio molho. Aligot de queijo serrano e picles de moranga. A carne estava bem macia e suculenta, e o molhinho dava um toque especial.

- Outra boa dica é a versão campeira da a la minuta (R$ 55): entrecot grelhado na manteiga de tomilho, batatas rústicas da região, ovo caipira estalado e farofa de erva-mate. Esse prato enche os olhos por ser bem colorido, mas, o sabor não fica para trás, as texturas são surpreendentes.

- Macarrão Serrano é uma ótima opção para os vegetarianos (R$ 40): macarrão típico italiano produzido no interior de Gramado, servido com molho de queijo serrano, tomate-cereja da horta do hotel e manjericão fresco. É uma porção bem generosa, com muito molho.

- À noite, fomos de lasanha de cogumelos, um dos pratos fora do cardápio (R$ 60), feito no fogão a lenha. O prato era tão bem servido que não deu para comer tudo, mas estava delicioso, muito recheado e com uma camada crocantinha por cima.

- Também provamos o carré de javali, do menu de sugestão (R$ 60), acompanhado de purê de moranga, farofa de erva-mate e molho demi-glace. Certamente, foi um dos nossos preferidos.

- O pato selvagem (R$ 80), assado lentamente no forno, servido ao molho de cítricos, arroz selvagem com vegetais e palha de aipim é incrível.

- Para finalizar em grande estilo, não poderia faltar uma sobremesa. Pedimos o fondue desconstruído, feito com chocolate de Gramado em várias texturas, frutas silvestres e coulis de framboesa. Vem em uma tábua encantadora, chega a dar pena de comer de tão bonita que é a apresentação. Os vários tipos de chocolate são os diferenciais do prato. Essa sobremesa serve de duas a três pessoas e é um dos carros-chefes da casa.

- Como não pode faltar um bom vinho para acompanhar toda essa comilança, escolhemos o Da Estância, um blend das uvas tannat, cabernet sauvignon e tempranillo (R$ 108 a garrafa), da vinícola Guatambu, que fica na região da Campanha Gaúcha. A carta contempla diversos rótulos gaúchos, além de outros nacionais e alguns internacionais. Além disso, sucos, drinks, cervejas, caipirinhas e destilados também estão no menu.

SÓ TEM LÁ
- Curtir um restaurante de alta gastronomia que valoriza a culinária regional, com ingredientes e combinações exclusivas, em meio à natureza dos campos de Cambará.

IDEAL PARA
- Um jantar especial, ir a dois, fugir do óbvio e viver uma experiência única

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