21/11/2014

Bierkeller: toque a campainha e cruze os dedosRS

Rafaela Enes

Lembro a primeira vez que fui ao Bierkeller. Fui com um amigo que já conhecia a casa e nem cruzei os dedos. Vou explicar o porquê. É um mistério saber quem entra ou não no bar. O Bierkeller não é aberto ao público. Pelo que sei só entra quem é convidado ou indicado por alguém que “já é da casa”. Aperte a campainha, aguarde alguém abrir, espere ser reconhecido ou se apresente e pronto: a porta abre ou a janelinha fecha.

Vitório Lewandowski e Gerti são os responsáveis pelo bar que também pode ser chamado de clube. Clube pois alguns felizardos podem virar sócios. Aí o acesso ao bar se torna direto, bastando colocar o polegar na fechadura biométrica da porta high tech.

Eu já presenciei a campainha tocar, o Vitório ir até a porta, abrir a janelinha e fechá-la na cara de alguém que, do lado da rua, deve ter voltado pra casa P da vida. Mas como já não tenho mais o receio de não poder entrar e entrei mais essa vez, bora beber. Uma Erdinger Oktoberfest bem gelada nos recepcionou.

Acredito que todo esse ar de mistério sobre o bar seja para preservar o "sinta-se em casa” do ambiente. E é assim mesmo. Não tem garçom. Vá até o freezer, escolha sua cerveja, torça para que tenha preço na garrafa, procure um abridor e escolha o seu copo. Achei uma weiss com preço. Vem que eu te quero König Ludwig Hell.

Cada ambiente da casa guarda uma surpresa. Se der sorte, dá para conhecer um lugar que é super reservado, mas tem que passar pela passagem secreta. Nesse dia não descemos para as outras partes da casa.

Tem muita coisa antiga na casa. Mas tem tudo a ver com a proposta.

E para comer? Tem um balcão cheio de acepipes como azeitonas, presunto cru, queijos, conservas (algumas não identificáveis facilmente), linguiças, etc. Basta pegar o pratinho que fica ao lado e se servir. No final o valor é cobrado por prato.

Para quem quer somente um belisquete, tem outro balcão com algumas variedades de amendoim. É só pegar o potinho e se servir.

A Gerti tem as mãos de ouro. Todas as vezes que fui, além das delícias do balcão encontrei um delicioso, suculento e gigante pernil e também pão caseiro. A foto acabou não favorecendo o tadinho do pernil, mas estava maravilhoso. E o pão? Ah, o pão. Suspiros. Este foi feito com o mosto da cerveja.

Eu, educadamente, coloquei algumas delicias no meu singelo pratinho, mas isso é uma exceção. O comum é ver as pessoas passarem com seus pratos entulhados e formando quase que uma pirâmide de comida. Isso é feio, pessoas.

Minha vez de escolher a cerveja. Lá fui eu abrir o freezer e ficar em dúvida em meio a tantos rótulos. Escolhi a belga Blanche des Neiges, uma witbier. Uma delícia. Olha eu abrindo a garrafa. Detalhe que o abridor pode estar pendurado em qualquer canto da casa.

Esqueci de comentar que, na minha opinião, a mesa mais legal da casa é a que tem logo na entrada. É enorme e geralmente é compartilhada. Dá para ver que nossos colegas de mesa foram mais fortes nesse dia.

Três cervejinhas e eu e o Marco nos entregamos.

No final, nossa conta ficou em 90 dinheiros. As três cervejas e um pratinho sujo. Vale muito a pena. Quero voltar mais e mais e , quem sabe um dia, entrar na casa com a ajuda do meu dedão.

Bierkeller
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