01/10/2013

Colina Verde: o verdadeiro almoço colonialRS

Juliana Palma

Vocês podem falar o que quiserem, mas, para mim, o Colina Verde é um dos melhores restaurantes que existem. Pelo menos daqueles que eu conheço. Meus pais começaram a frequentar o lugar ainda na década de 1980, quando ele foi aberto, e eu costumo subir a Serra para almoçar lá desde que me conheço por gente. São no mínimo dois finais de semana por ano em que vamos a Nova Petrópolis só para provar todas as delícias da cozinha colonial. E não é só a comida que é maravilhosa. Pois bem, nosso passeio começa subindo a colina...

Comandado pela família Schwantes, o Colina Verde é um restaurante super artesanal e a comida tem um temperinho caseiro maravilhoso. Gosto de comidinha de vó, sabe? A maioria dos pratos servidos é da culinária alemã, mas eles também mesclam com algumas comidinhas italianas e que são tradição aqui no Rio Grande do Sul. 

Logo na entrada a gente já dá de cara com todas aquelas plaquinhas de indicação do Guia Quatro Rodas e da Veja Comer & Beber. Tudo para comprovar a minha tese de melhor restaurante e tal...

Vamos começar pela decoração, que é muito fofa e cheia de elementos alemães. Quadrinhos, vasos com flores... Dá pra ver o carinho em cada detalhe.

Agora, o salão em que as delícias são servidas! Eles funcionam apenas na parte do almoço, e já vou avisando que é preciso chegar cedo se não quiser enfrentar filas. Foi isso que aconteceu nesse dia, acho que chegamos em torno de 11h40. Quando saímos, o pessoal se acumulava no solzinho do lado de fora aguardando uma mesa. E vou dizer: se não chegar cedo, vale a pena esperar!

Olha os detalhes das cadeiras, do vasinho na mesa, do guardanapo... E o cheirinho de comida é de enlouquecer!

Antes de partir para a comilança, só um comentário sobre o atendimento: muito familiar e simpático, todos vestidos à caráter. Fofo, né?

Pronto. É chegada a hora da felicidade! A cesta de pães quentinhos é a primeira a ser colocada na mesa. Lá no Colina é assim: o cardápio é único e todos os pratos são postos à mesa, e são repostos sempre que o cliente pedir. Prepare-se para sair sem respirar e abra o botão da calça porque vai ser necessário!

Vamos abrir os trabalhos? Sente a maciez do pão, e cuidado para não queimar os dedos porque vem quente mesmo! Eu prefiro comer puro, porque o sabor é incrível, mas eles colocam na mesa um potinho de manteiga que derrete no pão. Ai socorro!

Logo depois chegam à mesa a salada mista e a salada de batatas, ou kartoffelnsalat, que é maravilhosa. Mesmo gostando, costumo ignorar solenemente as duas para não faltar espaço para o que vem a seguir.

Uma sopa de capeletti, por favor. Essa parte é opcional, mas sempre decido pelo sim. Para dar aquela aquecida básica! Nem vou comentar sobre o sabor caseirinho...

Para acompanhar, um suco de laranja. Meus almoços aqui são todos friamente calculados, por isso, vai a dica: cerveja ou refrigerante apenas ocupam o lugar que é pra ser da comilança, ok? Beijos.

E quando a gente menos espera... TCHAAAN! O banquete está na mesa. É de perder o fôlego, né? Mas vamos por partes que eu vou mostrar tudinho.

Já vou avisando que todos os pratos são maravilhosos e merecem atenção. Começando pelo frango ao forno com maçãs. A tradicional mistura entre doce e salgado nunca falha!

Massa caseira tem o seu valor, né?

Ainda mais se for servida com um molho de moela de frango enlouquecedor. Chefes, vamos fazer um almoço de firma na Serra amanhã, please?

Agora, uma das estrelas do cardápio, na minha humilde opinião. O bolinho de aipim. Gente! Sabe crocante por fora e cremoso por dentro? POIS É!

Um arroz branco básico para acompanhar... Confesso que esse também fica em segundo plano. Tudo por uma causa maior!

Cá entre nós, comida alemã é uma delícia. Acho que compete forte com a italiana. Mas tem um carinha que faz a gente ver a vida com outros olhos. Com vocês, ele! O joelho de porco! Ou eisbein, para os íntimos. No mesmo pratinho e não menos importantes vêm também a querida salsicha bock, ou bockwurst, e o amigo sauerkraut, também conhecido como chucrute.

E que tal um schnitzel? O lombo à milanesa é imperdível, gente, por favor.

Ainda tem um lugarzinho no estômago? Se não tiver, a gente arranja! Porque as almôndegas ao forno e o matambre enrolado não podem faltar no prato!

Já abri todos os botões da calça, não tem mais o que fazer. Dar uma voltinha pelo restaurante, quem sabe? Melhor não, senão o nhoque recheado com queijo e bacon pode esfriar.

Por último, um purê de batatas, que também fica ótimo com o molho de moela. Nham nham!

Mas não para por aí, sorry! Como se não bastassem todas essas delícias que o pessoal coloca nas mesas, as moças vestidas à caráter ainda circulam pelo restaurante oferecendo mais dois pratos. Primeiro, a apfelpfannkuchen, uma panqueca de maçã deliciosa que chega quentinha, derretendo na boca.

Depois, kassler e rotkohl. Carré suíno defumado e repolho roxo agridoce. Apesar de ter um sabor bem forte e marcante, não dá pra sair de lá sem provar. 

Se eu fosse uma pessoa normal, eu encerraria por aí. Até porque já devem ter se passado pelo menos uma hora e meia desde que começamos a comilança. Como boa formiga que sou, sempre arranjo um lugarzinho para a sobremesa. O Colina tem uma geladeira cheia de sobremesas caseiras, como sagu, pudim e outras delícias, que estão inclusas no valor do almoço. Mas, como dessa vez fui especialmente para fazer um post – fiquei horrorizada quando descobri que o Colina ainda não tinha um –, pedi um apfelstrudel, a famigerada torta de maçã. Ela é servida com nata batida ou sorvete de creme, você decide. Eu escolhi sorvete de creme. Olha só a belezura:

E para matar todo mundo de vontade, um detalhe pornográfico irresistível. Só vou comentar que vale a pena pagar à parte. Vale cada centavo.

E para fechar com chave de ouro e ainda ajudar na digestão, que vai ser lenta e gradual, um cafezinho expresso.

A felicidade fica completa quando deixamos o restaurante e nos acomodamos em algum dos banquinhos de madeira do lado de fora para apreciar a vista serrana. Melhor ainda se o dia estiver ensolarado. Delícia, né?

O ambiente é ótimo, a comida é maravilhosa... Mas e o preço? Em torno de 50 reais por pessoa! Tá bom ou quer mais?

Colina Verde
Rua Felippe Michaelsen, 160 - Vila Olinda
Acesso pela BR 116 - Km 185,5
Nova Petrópolis/RS
Fone: (54) 3281-1388
Aceita cartões Visa e Master
www.restaurantecolinaverde.com/
www.facebook.com/pages/Colina-Verde/217744034953586

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