17/08/2010

Eu e o Nonno Mio, Nonno Mio e euRS

Diogo Carvalho
Não existe nesses meus quase 29 anos de vida, um lugar que eu tenha ido mais do que no Nonno Mio. Tipo, pra bater esse recorde, eu precisaria começar a ir num mesmo lugar, a partir de agora, todos os dias durante o próximo ano inteirinho.Tá, é uma conta que eu fiz - ou não fiz - sem pensar muito. Mas é que freqüento o Nonno Mio pelo menos há 28 anos, e no mínimo uma vez por mês. No mínimo. Porque tem meses em que acabo indo mais de uma vez... por final de semana.E pra manter o protocolo do destino, semana passada o Diego e eu fomos a Gramado-Canela dar uma aula pras turmas de Graduação e Pós-graduação da Castelli, e de tanto falar em comida, fomos ao Nonno Mio em busca daquele almoço que mais parece um cafuné na alma.Não tem nem muito o que dizer. É entrar, dar um alô pros mesmos garçons de sempre, eventualmente pegar uma caipirinha de cachaça ali na frente - que não foi o caso porque pegaríamos estrada logo em seguida - e escolher a mesa.E o melhor de tudo é que o maior dos trabalhos é escolher - quando possível - a mesa, porque cardápio mesmo nem tem muito. Até tem se o cara eventualmente decidir sentar na Taverna del Nonno, ao lado. Ali tem caças, patati-patatá. Mas também não é o caso. Se aqui estou, é no galeto que eu vou.Tudo começa cinematograficamente com um pão caseiro que... ó, se o seu finde começar no Nonno Mio (ou seja, se o Nonno Mio for sua primeira experiência do finde, numa sexta à noite), cogite levar um pão caseiro desses in-tei-ro pro café da manhã de sábado e domingo. É surreal.No Nonno, ele é frequentemente utilizado pra acompanhar a sopa de capeletti. Além, logicamente, do queijo ralado.Em seguida, é a vez da melhor salada de batata do mundo. Aqui, uma peculiaridade: certa vez houve uma avalanche de Salmonella (lembram disso?) na cidade. Daí o pessoal do Nonno, mesmo sem sentir isso na pele, resolveu inovar e criou uma salada de batata ninja sem utilizar ovo. Não sei do que se trata, só sei que vivo por ela.A second lap é culpa da massinha com molho de frango. E ela é a responsável por inúmeros repetecos até a last lap.Pra qualquer coisa se se peça lá, o acompanhamento inquestionável é a polentinha brustolada. O lado positivo de comê-la é que, além de ser maravilhosa, a gente "pensa" que, por não ser frita, ela nem engorda tanto assim. Humpf!O astro que nem é tão astro assim é o galetinho. Ele deveria ser o protagonista, mas diante de uma saladinha de batata como aquela, de uma massinha com frango como aquela, e de uma polentinha como aquela (isso que nem citei o radicci), ele meio que vira coadjuvante.O desfecho, por mais tentado que você fique por qualquer tipo de sorvete, de pudim e de torta de não-sei-o-que, deve ser necessariamente com o Sagú. Tá, o creme do Sagú não é assim um creme do Gelain, mas vale a pedida pelo contexto.Sem bebida alcoólica (que foi o nosso caso), costuma-se gastar uns 35 reais por pessoa pra esse galetinho infalível no Nonno Mio. Há mais de 28 anos.

Nonno Mio
Av. Borges de Medeiros, 2.070 - Centro
Gramado - RS
Fone: (54) 3286.2843
www.nonnomio.com.br
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