21/02/2014

Famiglia Facin: culinária italiana com amor e carinhoRS

Juliana Palma

Não sei se isso acontece só em Porto Alegre, ou se é em todo o Brasil, mas, por aqui, comida italiana é sinônimo de massa, pizza e risoto. Tanto é que o cardápio dos nossos restaurantes italianos se baseiam, basicamente, nesses pratos. Nunca fui para a Itália, mas sei que várias regiões têm tradição em preparar carne bovina, suína e frutos do mar. Então, por que a gente não encontra isso nos restaurantes daqui? Sempre me intrigou. Quero acreditar que essa realidade esteja mudando aos poucos. Acontece que há alguns dias surgiu na imprensa um burburinho sobre um novo restaurante italiano na cidade. E um burburinho forte de que era incrível. Pois bem, como adoro uma novidade, lá estava eu no primeiro dia de funcionamento da Cantina Famiglia Facin.

O ambiente é realmente incrível. Como dei uma pesquisada antes, já imaginava mais ou menos o que ia encontrar. Mas para quem vai sem conhecer absolutamente nada, é surpreendente com certeza. A primeira coisa que a gente enxerga são túneis e paredes de pedra e tijolos à vista. O clima de aconchego é imediato.

O restaurante é subterrerrâneo e está literalmente encravado embaixo da chaminé da antiga cervejaria Continental (e posteriormente Brahma), onde hoje está localizado o Shopping Total.

Agora, imagina passar por um cenário quase medieval até chegar na sua mesa. Pois é. Encantador.

Com um ambiente como esse, eu diria que a decoração não se faz muito necessária. E é bem isso que acontece. Um quadro aqui...

Umas bandeirolas ali... E pronto. Além disso, só uma fonte em um pátio externo. Perfeito.

As mesas se distribuem entre os túneis, e a nossa era bem grudadinha nos tijolos. Tudo bem pensado para reproduzir o cenário rústico das antigas cantinas italianas.

Ok, muito lindo, muito aconchegante, mas vamos ao que interessa? O restaurante se propõe a propiciar uma verdadeira experiência italiana, apresentando a tradicional culinária dos imigrantes italianos, inclusive com receitas de família. Vamos ver se isso é verdade. Pedimos nossos pratos principais e fomos direto para o buffet de antepastos. Que começa com nada mais, nada menos, que uma bela cesta de pães.

Depois, o paraíso. Queijos, salames, presunto de parma, alcachofras...

Meu pratinho ficou assim. O buffet é por quilo, e é bem em conta. Só tem que cuidar para não queimar a largada, que foi o que eu quase fiz. Parece que não tem como melhorar, né? Na verdade, tem.

Assim que terminamos nossas entradinhas, chegaram as panelinhas com nossos pedidos. Amor verdadeiro é o que eu sinto por restaurantes que servem seus pratos em panelas de cobre e de ferro. Os pratos são feitos para uma pessoa, mas óbvio que acabei escolhendo aquele que vinha com a maior quantidade de comida. Duas pessoas normais (não me inclua nisso), conseguiriam comer ali. Eu comi tudo praticamente sozinha.

Estou falando do ossobuco ao creme de pomodoro, com moranga rústica e polenta. Vejam só, vejam só: ossobuco! Carne! Desmanchava, quase não usei a faca. O creme de pomodoro tinha um sabor incrível de vinho. A polenta derretia na boca e a moranga, bem a moranga dava o toque final.

O Felipe escolheu o tortelloni de bacalhau ao molho de quatro queijos gratinado. Ele estava simplesmente sem palavras e eu tive que provar, óbvio. O recheio de bacalhau estava incrível e o molho escorregava na boca, parecia aveludado. Um detalhe sobre as massas: são produzidas lá mesmo!

A vontade era de que aquele momento não terminasse nunca. Mas terminou. Para tentar estender um pouco mais, fomos às sobremesas, que eram bem simples, mas saborosíssimas!  Por sinal, o cardápio nesse primeiro mês de funcionamento está reduzido, tínhamos poucas opções para escolher entre pratos principais e sobremesas. E quer saber? Acho ótimo assim, porque é mais difícil morrer de dúvida. Talvez ele passe por mudanças e adaptações nos próximos meses, mas creio que não deva ser nada muito radical. Enfim, eu pedi o sagu, porque simplesmente nunca nego o sagu.

O Felipe preferiu o pudim de leite e, dessa vez, não me deu uma provinha sequer! Tão bom que estava.

E, novamente, o que a gente não queria que tivesse fim, teve. Pelo menos podemos voltar lá quantas vezes quisermos. Sabe quando a nossa avó faz aquela comidinha com todo o carinho do mundo, com aquele sabor único que só ela sabe fazer? Pois foi isso o que eu senti no Famiglia Facin. O atendimento foi super bom, o garçom Jamil foi muito simpático com a gente o tempo todo e nos ajudou explicando o cardápio. Só fiquei com a impressão de serem poucos garçons, com relação à quantidade de mesas. Claro que precisa de alguns ajustes, afinal era apenas o primeiro dia de funcionamento. Mas como já começou bem, então espero que só melhore. Agora, a conta. Não sei se os preços devem aumentar com o tempo (espero que não), mas pagamos honestos 46 reais por pessoa! Coisa cada vez mais rara por essas bandas. Sem vinho, claro, por motivos de lei seca. Da próxima vez que voltarmos lá será de táxi, para provarmos um dos 700 rótulos da adega junto com a lasanha à bolonhesa, que eu fiquei de olho.

Cantina Famiglia Facin
Av. Cristóvão Colombo, 545 (Prédio 4 do Shopping Total)
Porto Alegre/RS
Fone: (51) 3018-8383
Aceita cartões Visa e Master
www.facebook.com/pages/Famiglia-Facin/622524951130378 

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