28/01/2009

Marismo: Um Luau em José IgnácioUR

Diogo Carvalho
Eu prometo que não vou criar expectativas demais em ninguém ao escrever essa dica. Só quero dizer o seguinte então, daí prometo que não exagero mais: o Marismo é o lugar mais inacreditável que fui nos últimos tempos. Sim, porque, saca quando a gente chega ao ponto de precisar usar um palavrão pra resumir o quanto gostou de uma coisa? É exatamente esse palavrão que eu to querendo usar agora pra descrever o Marismo.Não é à toa que bateu récordes de fotos tiradas. E como estamos no quesito "lugares sensacionais", ele só poderia ficar, assim como o " style="color:#ff9900">Namm, escondidinho no meio da mata da hypadíssima José Ignácio, onde só os mais chegados se animam, por saber tudo que lhes aguarda.Nem bem chegamos e já fomos encaminhados para a área de espera, pois todo mundo que nos indicou o Marismo frisou que era pra chegar cedo e curtir o astral. Cá está.Havíamos reservado mesa, como de costume. Mas de qualquer forma, a moça deixou-nos à vontade pra escolher entre as mesas dentro do chalé, na continuação da área de espera......ou as de fora. Moça, obrigado pela gentileza e pela oportunidade, mas deixa o chalé p'rum dia de chuva qualquer, ok? Sou pé-na-areia.Aí, descemos e ficamos tentados a sentar numa dessas tendas. Mas a lua tava cheia que parecia uma pizza, daí resolvemos que ao ar livre seria mais romântico.Ingredientes para um luau havaiano: uma lua bem cheia, na beira da praia, música relaxante, clima romântico e fogo. Muito fogo. Ué, estaríamos nós num luau em plena José Ignácio?Sim, porque o lance rola pé-na-areia mesmo. Tanto que os garçons andam de pés descalços e tudo. Tô dizendo que é um luau, hein...Bom, pelo que eu me lembre, não tem comida tão boa assim num luau. Porque essa minha bondiola com cenouras, cebolinhas e chutney tava se desmanchando de tão macia. Parecia carne de panela.A Rê preferiu um clássico da casa, o pescado com purê de abobrinha. Tá, tava melhor do que o meu. Admito.Daí, na tentativa de prolongar mais ainda essa experiência, pedimos a segunda garrafa da vinho (um rosé da bodega " style="color:#ff9900">Escorihuela Gascón), e as sobremesas. A curiosidade por essa merengata de dulce de leche falou mais alto do que a obrigatoriedade de pedir outra diferente. Mal aê!O clima lá é perfeito. Ainda mais pra quem curte essa vibe de beira de praia, areia, pés descalços, fogueira... e cachorro! Porque se tem um cara que passa bem lá no Marismo, ele atende pelo nome de Chiflo. É um Labrador preto tão gente boa que já se habituou com o ritmo de lá e tá sempre numa paz invejável. Manja quando o bixo dá aquelas piscadas em slow motion, não tem pressa pra nada e te olha com cara de "me leva pra casa"?Chazinho de menta fresca pra terminar o papo com o Chiflo. A Rê já tava com a paciência no limite de tanta foto que eu batia e de tanta desculpa que eu arranjava pra não ir embora.Mas também... cadê a vontade de ir embora de um lugar desses? É foda. Ainda mais que eu fiquei bruxão do Chiflo. Nó na garganta na despedida. Afinidade Bial, sou assim mesmo.Daí, lenha e mais lenha na fogueira pra não deixar morrer, pedimos a conta pra tomar o rumo de casa. 280 reais foi o que custou essa conta, pra duas pessoas. Eu só precisava dessa noite pra ser feliz!

Marismo 
Ruta 10, km 185 
José Ignácio - Uruguai
Fone: (048) 622 73

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