05/02/2013

NOLA: trazendo New Orleans a Buenos AiresAR

Amanda Mormito

Se tem algo legal em Buenos Aires e que eu sempre apreciei, é essa coisa de cidade democrática que recebe a gringada de portas abertas. São tantas nacionalidades que a cidade muda constantemente e uma dessas mudanças a gente vê, óbvio, na gastronomia. Vários chefs empreendedores saltam como promessa e daí nascem muitos restaurantes a porta fechadas, tipo o NOLA.

Esses restaurantes, geralmente, se caracterizam pela boa comida. Mas, além disso, sempre estão hospedados em casas deslumbrantes. Tipo o NOLA.

Pé direito super alto, decoração que parece que a mãe escolheu a dedo durante as viagens à Europa, um jazz ao fundo e cheirinho de casa. Again, o NOLA é assim.

Falando sério agora, uma vantagem de sair para comer na casa da chef é a quantidade de gente: máximo 16 pessoas bem distribuídas em uma mesa comum e duas menores.

Isso porque a idéia é juntar amantes da gastronomia num só lugar. Isso porque, também, a chef explica cada prato a ser deliciado durante a noite.

Assim como também, o chico aí da foto, faz questão de explicar el maridaje de cada vinho com a comidinha escolhida.

A comida, feita em meio a um suspense gostoso de cortinas e cheirinho no ar, é uma fusão de gastronomia mexicana, americana (especificamente de New Orleans, Louisiana) e um tanto de sentimento argentino no preparo. Liza é a responsável pelas panelas na cozinha e antes de chegar em Buenos, rodou o mundo atrás de sabores exóticos.

Como fui alone by myself (vale ressaltar que pela quantidade de estrangeiros, o inglês acaba sendo idioma oficial) me sentei à mesa comum. O que foi muito legal e faz parte da experiência essa coisa de se enturmar com a galera que está ali pelo mesmo motivo que você: comer bem.

Eu mal cheguei e fui recebida com uma taça de espumante Hom Extra Brut 2011, da Bodega Cava la Carmela. De tão falante que sou não deu tempo de tomar tudo quando chegou o primeiro vinho: um Torrontés 2012, das bodegas Amalaya

O primeiro prato ficou por conta do gazpacho, que eu traduziria como sopa fria de manga, camarão, maçã, cebola, chilli, abacate e banana. Bem agridoce e bem apimentadinho, super verão.

A segunda copa de la noche foi um rosé, Vuela Rose Malbec, Bonarda e Syrah da bodega Pieda Negra de 2012. Rosé virou sensação na cidade agora, e não podia ter sido melhor escolha para o segundo prato da noite.

Tomate verde frito com polvo, rúcula e molho de pimentão. Fui a lua e voltei.

Malbec não deixaria de ser presença, o terceiro vinho era um Pasión 2010, Bodega Joffre. Já a essa altura eu já estava falando inglês fluente.

O amor da noite foi uma carne de porco de cortar com a colher, assada por muitas horas em redução no molho chili com grãos orgânicos. Muito boa mesmo. Muito boa, de verdade. Tipo, de aguar.

Enquanto eu tentava achar uma maneira de me lembrar da bendita carne de porco futuramente, chegaram à mesa, umas cerejinhas. Fofas.

E aí, foi quando um cosecha tardia, nova paixão dos argentinos, chegou majestosamente: da Bodega Trapiche, um Fonde Cave Tardive Chardonnay 2007.

Arrematei a noite com uma tortinha de blueberry com manjericão e queijo de cabra. Doce na medida certa.

Depois ainda rolou uma conversa animada e você sabe porque entre os comensais da mesa. E eu fui embora nas nuvens.

NOLA funciona de sexta à domingo, só para jantar. E é obrigatório reservar. 75 dólares por pessoa essa comilança toda.

NOLA Buenos Aires
Palermo - Buenos Aires - Argentina
www.nolabuenosaires.com
Não aceita cartões


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