21/02/2010

Os Cantos e Encantos do Narbona Lo de MiguelUR

Diego Fabris

Esse é um daqueles posts que eu nem precisaria falar nada. Bastam as belas fotos para mostrar um dos lugares mais espetaculares que eu já fui: Narbona Lo de Miguel. Um lugar com identidade forte que apaixona quem passa por lá.O lugar nasceu do encontro da Bodega Narbona, vinícola localizada em Carmelo, com o restaurante Lo de Miguel. Fica num lugar inusitado, pelo menos pra mim, pros lados da Barra. Antes de mais nada, vale explicar como se chega lá. Se você está indo no sentido Barra – Península, ao invés de pegar a esquerda nas Medialunas Calentitas para pegar a ponte da Barra, siga reto pelo Camino Viejo a San Carlos. Conte 4km e pegue a direita, seguindo por mais 1km. Vá cuidando as placas que não tem erro. Quando você ver esse portão cuidadosamente abandonado, começa o paraíso.

Nem tente não se apaixonar pelo lugar porque é impossível não gostar de pelo menos uns 20 cantinhos do Narbona. É impressionante a atenção dedicada a absolutamente todos os itens da decoração, do cardápio e até do (bom) atendimento.

É verde que não acaba mais e diversos ambientes espalhados pelas três “casas” para você sentar. Essa aí embaixo é a central.

Nem tive muito o que escolher, pois a Sâmia fincou o pé que queria sentar nessas mesas com almofadões na rua. De fato, eram aconchegantes até dizer chega.

E o que falar da vista para os parreirais e campos? Priceless. Eu olhava pra água e tentava imaginar aquela ambiente com velas na noite.

Mas num lugar desses não dá pra ficar parado sem bisbilhotar. Levantei e fui clicar uns cantos. Sente esse aqui com os vasos e brinquedos antigos.

Até os objetos que parecem ter sido esquecidos ali em meio a ferrugem, caem bem na decoração. Tudo uma questão de identidade mesmo.

Voltei pra mesa e encontrei os cardápios, milimetricamente rasgados, condizentes com o charme do lugar.

Logo na primeira página, um dito encantador: “discurso breve y comida larga”. Perfeito.

Num lugar onde o vinho tem papel tão importante, me ocupei rapidamente em escolher um rótulo para prestigiar a bodega local. Optei pelo refrescante vinho branco ">Narbona Viognier. Fomos beliscando o couvert e bicando nele.

Eu estava inquieto, tinha certeza que haviam lugares lindos ainda por serem descobertos. Me levantei novamente e fui até o fundo do lugar conferir os fogões a lenha.

Olhei pro outro lado e vi que até perto da garagem os caras conseguiam fazer um espaço adorável. Dava vontade de ficar meia hora em casa mesa.

Eu achei que nada podia ser mais incrível que o ambiente externo, até cometer o doce erro de entrar na casa. Definitivamente, não tem nenhum canto que chegue perto de ser mais ou menos no Narbona.

E essa outra parede tomada de garrafas de vinho então? Inspirador não começa a descrever.

Andei mais um pouco pelo interior da casa até outro ambiente só de mesas escondidas e descobri algumas fotos antigas que pareciam ser da família da bodega.

Tá, para tudo! Volta pra mesa Diego que chegou a comida. Eu já tava pensando que um lugar tão lindo daqueles nem precisava ter uma culinária boa, mas tinha e muito. Começamos pela tradicional entrada Fritata, com lulas, camarões e peixes perfeitamente empanados e regados com limão. Ah, e um molho tártaro de raspar o prato vinha junto.

Sâmia e eu tivemos dificuldade de escolher o prato principal. Vontade de experimentar tudo. Resolvemos pedir um mais levinho e um mais pesado e compartir os dois. Primeiro um ">Filet de Pescado com Manteca Negra y Alcaparras. Um ratattouille era o acompanhamento, mas nem foi percebido com tamanha sensualidade do peixe.

O segundo prato seria um ">Entrecot a la Pimienta. De fato, veio com uma pimentinha experta em cima e acompanhado por umas batatas deliciosas. Tudo perfeito. A comida, o vinho, o clima, a companhia...

Mas peraí que vai ficar melhor. O garçom sugeriu um postre de fora da carta que foi rapidamente aceito por mim: ">panqueca de dulce de leche. De quebra, ainda pedi pra tascar um bola de sorvete de dulce de leche granizado junto. A melhor panqueca que já comi na vida. Meio cristalizada por fora, sabe? Tô salivando só de lembrar...

Profiterólis foi a pedida da Sâmia. Nem dei muito bola pois estava entretido com a minha panqueca, mas ela gostou.

Depois de comer, terminar o vinho, tomar um espresso e admirar mais um pouco a vista, foi a vez da Sâmia querer desbravar o lugar. E não é que ela me achou outra maravilha. Foi entrando num bar de tragos, com piano, violões e tudo.

Mas o destino final seria um armazém que vendia os vinhos da Bodega Narbona, além de queijos incríveis, pães, geléias e massas caseiras. Impossível se segurar. Comprei um medio y medio e um imponente Narbona Tannat 1998. Já tá repousando lá na adega para tornar mais uma noite especial.

Eu não queria ir embora. Ficamos horas por lá. Arranjando desculpas para se estender mais um pouco.

Fomos dar uma última olhada nos campos vastos que se perdiam no horizonte. Ok, Chegou a hora. Vou lá buscar o carro. Pagamos cerca de de 150 reais por pessoa pelo almoço. E mais algumas dezenas de reais pelos vinhos no armazém. Acredite, valeu cada centavo.

Ah, mas só um pouquinho, que caminhonete é essa? Quase pedi pra dar uma volta. Nem no estacionamento o lugar para de surpreender a gente.

Que dia inesquecível esse. Já sinto saudades do Narbona Lo de Miguel.


Narbona Lo de Miguel

Camino Viejo a San Carlos, 4 km depois do posto Ancap da Barra. Siga as placas

Viñas del Este

(058 42) 77.22.45

Punta del Este – Uruguay

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