18/11/2014

Volta pra mim, VoltaRJ

Amanda Mormito

Eu gosto bastante de sugestões de pessoas que me inspiram. De gente que eu sei que tem bom gosto e que se aproxima do tipo de experiência que eu procuro. Em uma noite regada a tragos no Paris Bar, o bartender querido de lá, Alex Mesquita, me comentou sobre o Volta. Aliás, ele simplesmente me disse que para quem estava saudoso de comida brasileira de qualidade, deveria ir até lá. Simples descrições me encantam.


Uma casa gostosa e agradável em uma travessa, onde meu taxista não sabia chegar, no Jardim Botânico, ali estava o Volta. Quando coloquei os olhos, achei a ideia convidativa. Primeiro porque era, de fato, uma casa (e nada melhor que isso para se sentir bem no lugar) e, depois, porque era uma travessa. E se há algo que eu gosto são vielas e travessas. Há algo nelas que soa meio intrigante, escondido. Enfim, gostos. 

Fui sozinha, sentei sozinha e fui super bem atendida. Meninas que jantam sozinhas são bem tratadas. Mas nem por isso a equipe é menos cordial com grupos, muito pelo contrário. Esbanjam simpatia todos. Mas nada abusivo, o suficiente para que você saiba que eles sempre estarão por ali. 

Além do décor ter me agradado, o bar assim também o fez. Amo uns drinks e já estava doida pra pôr logo os olhos no menu. Menu esse criado especialmente por Jean Ponce, do restaurante D.O.M., de São Paulo. 

Escolhi uma mesa tranquila aos fundos para poder tirar fotos sem chamar muita atenção e para poder, também, mostrar detalhes.

Entre os parágrafos deste post é legal mencionar que o Volta é comandado por Fernando Pavan, ex-chef do Brasil a Gosto (de São Paulo), da Ana Luiza Trajano. O cardápio traz receitas brasileiras com um toque contemporâneo. Vai bem com tudo e para todos, democrático e descomplicado.

Soa descomplicado, mas o ambiente descombina: de um lado, móveis e louças de antiquários, pisos de tacos, pé direito alto de casas antigas com varandas, tijolos à vista. Do outro, um mural de grafite em uma das paredes que destoa de tudo. E ainda que seja controverso, tudo convive em uma harmonia interessante.

Com o cardápio em mãos, eu relaxei. Optei por começar com um trago e dei de cara com o Chá das Dez, que vinha com vodca, chá da Nina (coco, cranberry, kiwi e cereja) e ameixa. O sabor da ameixa era bem predominante no drink e vinha com uma flor bem delicada ao lado. Achei original e serviu para abrir o apetite. 

Para jantar, aceitei a sugestão da moça que me atendeu e fui de peru recheado com cogumelos e arroz verde. Dava para comer ajoelhada. Sim. Talvez porque fazia tempo que não comia algo que desmanchasse na boca, mas o deleite foi grande. Suficiente para pensar em pedir outra coisa, mas era a gula falando mais alto. O cardápio, para alguns, pode ser enxuto mas eu amo. Menus enxutos ecoam qualidade. Além do peru, também tinha arraia com cebola crocante, carne assada com queijo coalho, porco com batata doce, entre outros. 

Para completar a saga, pedi ainda um quindim. Só um quindim. E se tivesse pedido também só o quindim estaria nas nuvens também. Quindim cremoso, saboroso, como há tempos não provava. 

Aproveitei e pedi o chá da Nina, aquele do trago que vinha com coco, cranberry, kiwi e cereja. Descobri também que era uma forma magistral de terminar a noite. Há algo em chá que me faz apreciar cada nota, cada sabor, cada gosto. Faz o tempo parar. Provocando talvez a nostalgia que o Volta sugere em cada prato apresentado. No notal, gastei cerca de 150 reais.

Volta, vou voltar por ti. 

Volta Restaurante
Rua Visconde de Carandaí, 05 – Jardim Botânico
Rio de Janeiro/RJ
Fone: (21) 3204-5406
Aceita todos os cartões
www.restaurantevolta.com.br

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