27/12/2018

11 perguntas para Lucas Cinti

Victoria Campos

Lucas Cinti - Foto Du Carneiro

Com a proximidade do Ano-Novo desconfiamos que até os mais pessimistas tenham uma pontinha de entusiasmo. Mas o que te faz absorver as boas energias? Conversamos com o Lucas Cinti, chef residente do Chef ’s Table, evento que pensa a gastronomia como um ciclo energético.

Como chef, o que você diria sobre a importância do ritual da ceia nas festas de fim de ano?
É algo que envolve família e alimento, e isso faz com que seja sempre uma ocasião especial e memorável. Os melhores momentos da vida são próximos de quem amamos e com uma mesa farta.

O Chef’s Table deste ano falava muito da energia das comidas. O que isso significa?
Todo alimento carrega uma certa energia, e isso inicia no plantio, nas mãos de quem plantou e cultivou, da forma como foi colhido e que
chegou à mesa. Todos esses processos refletem diretamente no resultado final do produto.

Você acredita que a energia de quem prepara a comida poderefletir na energia de quem a consome?
Sem dúvida! Após a colheita, este alimento receberá mais energia durante o preparo e, por fim, alimentará o comensal não só com seus nutrientes, mas com toda essa carga. Tratar o alimento com respeito e amor é dever de quem o prepara. Desta forma a energia será sempre positiva, tornando a refeição ainda mais prazerosa.

Qual a importância de sabermos quem produz os alimentos que consumimos?
Produtos de qualidade e com boa procedência são o início de uma refeição perfeita. Saber a origem do produto faz muita diferença.

Na sua opinião, o que não pode faltar na ceia de Natal e de Ano-Novo?
Um belo leitão assado com o couro bem “pururucado”, um panetone de longa fermentação bem feito e pessoas que amamos ao nosso lado.

Você já visualiza alguma tendência gastronômica para 2019?
Tendência na gastronomia, ao meu ver, é simplesmente o cozinheiro entregar uma comida saborosa. Sabendo fazer isso, coloque criatividade, técnica e uma boa apresentação – que não é sinônimo de muitas flores e brotos. A tendência é essa: focar primeiro no básico para depois fazer algo diferente e único.

Qual sua principal fonte de inspiração?
Independentemente do lugar, da pessoa ou da cultura, conhecimentos e novos aprendizadossão a minha motivação.

Você tem algum ritual de preparo do qual não abre mão?
Com certeza a organização e a limpeza. Sem esses rituais nem começo a trabalhar.

Uma dica para quem está começando e deseja seguir a carreira de chef de cozinha.
Comece observando, ouvindo e questionando. E, acima de tudo, tenha muita humildade.

O que podemos esperar do Chef’s Table 2019?
Faremos um evento totalmente repaginado, com uma nova energia, com um local completamente estruturado para receber grandes chefs e o nosso público exigente.

Se você tivesse que escolher um último prato para comer na vida, qual seria?
Um ceviche tradicional peruano. Feito com o peixe linguado.

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