24/10/2019

7 perguntas para o idealizador do Festival Fartura

Anahís Vargas

O mineiro Rodrigo Ferraz é o nome por trás do Fartura, projeto gastronômico que roda o país em busca de histórias, ingredientes, produtores e receitas. Ao final das viagens, o conhecimento adquirido é apresentado em festivais. A edição de Porto Alegre tem início nesta sexta-feira (25) e vai até domingo (27), na Casa Destemperados.

De onde surgiu o seu interesse pela gastronomia?
Começou quando visitei o Festival Cultura e Gastronomia Tiradentes, há 11 anos. Consegui enxergar a cadeia produtiva da gastronomia como um todo. Quando você consegue perceber, em uma cidade pequena de 7 mil habitantes, o pequeno produtor, a região, o produto, o mercadinho e o consumidor final (seja o cozinheiro, o restaurante ou até o uso doméstico), você percebe que a gastronomia, além do valor cultural, tem um valor social e econômico. Isso impulsiona a vida de várias pessoas.

Como surgiu a ideia do Projeto Fartura?
Foi também a partir do Festival em Tiradentes. Decidimos viajar por todo o Brasil, pesquisando a gastronomia e sua cadeia produtiva. Começamos a acumular conhecimento e a transformá-lo em filmes, livros, programas de rádio, o que culminou em festivais, inspirados no conteúdo pesquisado.

Como é feita a curadoria dos participantes do Festival?
É feita com base nas viagens, nas expedições que a gente fez pelo Brasil afora. Já passamos por todos os Estados brasileiros, desde 2012. E, há algum tempo, estamos voltando neles para atualizar e aprofundar esse conteúdo. Com essas viagens também abastecemos os nossos canais de comunicação e selecionamos os participantes dos festivais.

Uma descoberta feita durante as expedições de Fartura.
De uma maneira geral, o mais interessante é a história das pessoas. Você vê além do prato, além do produto. É o envolvimento no afazer de cada um, isso é muito valioso porque vemos como a gastronomia tem alma, paixão. Uma história foi a do cozinheiro Timóteo Domingos, de Sergipe, que, por necessidade, passou a utilizar ingredientes pouco convencionais. Nunca tínhamos imaginado que daria para fazer tanta coisa com cáctus, por exemplo.

Destacaria alguma iguaria do Rio Grande do Sul descoberta nas expedições?
Quando a gente fala em Rio Grande do Sul, não tem como não mencionar os vinhos e a carne, que são coisas muito marcantes do Estado. Mas o que nos surpreendeu foi a Casa da Ovelha, em Bento Gonçalves, e como essa cultura tem tamanha importância na região.

O que o público pode esperar para a edição de 2019 em Porto Alegre?
A interação com a Casa Destemperados, que é um símbolo do Rio Grande do Sul em termos de gastronomia e que, em
pouco tempo, já se tornou um marco em Porto Alegre. Além desse astral, teremos uma estrutura maravilhosa, com atividades internas e ao ar livre, e a possibilidade dos gaúchos conhecerem um pouco mais sobre os chefs e produtores de regiões do Brasil.

Qual seria sua última refeição antes de morrer?
Não é querendo puxar sardinha para o gaúcho, mas, uma coisa que eu amo é um bom churrasco. Eu já tive a oportunidade de estar no Rio Grande do Sul comendo carnes maravilhosas. A cultura é uma coisa impressionante e que eu adoro. Um bom churrasco sempre terá seu lugar, principalmente antes de morrer.

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Se você gosta de comer e beber bem, e de falar sobre isso, vai gostar também do nosso podcast. O Foodcast é um papo descontraído da equipe de Destemperados sobre gastronomia, dá o play aí!

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