27/09/2019

7 perguntas para o sócio-proprietário do Sette PastaBar

Anahís Vargas

Engenheiro, cozinheiro, charcuteiro entusiasta e sócio-proprietário do Sette PastaBar (Rua Auxiliadora, 248), na Capital, Fernando Einloft é um estudioso da cozinha italiana. Até novembro, o restaurante, que oferece criações contemporâneas de pratos tradicionais, servirá um menu que passeia pelas diferentes regiões da Itália.

De onde surgiu seu interesse pela gastronomia?
Comer e conhecer as culturas de diferentes lugares por meio da gastronomia sempre foi algo que me interessou
muito. Mas o lado profissional surgiu, principalmente, em razão da charcutaria. Comecei a estudar os processos e a produzir alguns produtos de forma artesanal. Isso abriu um universo novo que me apaixonou.

Buscou inspirações e referências para abrir o Sette PastaBar?
A paixão pela Itália e pela gastronomia italiana é algo que eu e minha sócia, Fernanda Martini, sempre compartilhamos. O universo da salumeria é imenso. Então, decidimos unir esses dois interesses. As referências e as inspirações vieram de viagens e de restaurantes italianos que tivemos o privilégio e a oportunidade de conhecer. A ideia é trazer a culinária clássica e original de forma contemporânea e despretensiosa.

Como funciona o projeto culinário que passa pelas regiões e pelos sabores da Itália?
Desde o início, oferecemos algum prato fora do cardápio. Surgiu a ideia de fazermos essas sugestões inspiradas em regiões da Itália, como se fosse uma viagem gastronômica sem sair de Porto Alegre. Temos sempre uma opção de antipasto, primo e secondo piatto, além de uma sobremesa, de um drink e de um vinho.

Existe um processo de pesquisa para desenvolver esses menus?
Sim! Primeiro, escolhemos a região que será trabalhada. A primeira foi a Toscana, por ser uma das mais conhecidas. A segunda foi o Vêneto, por ser a origem de grande parte dos imigrantes italianos que vieram para o Rio Grande do Sul. Agora, com a chegada da primavera e do verão, vamos trabalhar com Nápoles e Campanha, por ter o foco em frutos do mar. Após a escolha, usamos um pouco da referência que adquirimos em algumas visitas, e fazemos uma pesquisa sobre a culinária. Gosto de descobrir os restaurantes das cidades para ver o que aparece em seus menus.

Sendo a culinária italiana uma das mais clássicas da gastronomia, como recriar receitas com ares contemporâneos?
A culinária italiana é clássica e muito simples. Os pratos normalmente utilizam poucos ingredientes, e as receitas buscam valorizar o produto, destacando o sabor de cada elemento. Por isso, utilizamos insumos italianos ou produzidos artesanalmente para chegar em um resultado que nos leve o mais próximo da Itália. Gosto de dizer
que inovamos fazendo o clássico.

Como definir a gastronomia das diferentes regiões italianas?
Quando nos referimos às regiões, estamos falando sobre algo equivalente aos Estados brasileiros. A diversidade gastronômica é muito grande. Em razão das características climáticas e geográficas, cada uma foca em uma produção. As variações vão desde o vinho que é produzido até o tipo de massa.

Até quando vão os menus e como o público pode fazer para degustá-los?
A princípio, o projeto vai até novembro, homenageando uma região em cada mês com sugestões que mudam
quinzenalmente. Os pratos são servidos todos os dias e não é um menu fechado, cada receita é vendida separadamente. O cliente pode escolher provar apenas o antipasto, ou se quiser, o cardápio todo!

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Se você gosta de comer e beber bem, e de falar sobre isso, vai gostar também do nosso podcast. O Foodcast é um papo descontraído da equipe de Destemperados sobre gastronomia, dá o play aí!

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