18/10/2018

8 perguntas para Jaqueline Meneghetti, proprietária do Dionisia Vinho Bar

Eric Raupp

Jaqueline é empresária e proprietária do Dionisia Vinho Bar (Rua Padre Chagas, 314), que abriu as portas há pouco mais de um mês, em Porto Alegre. O local valoriza a cultura do vinho, com loja, espaço para cursos, livraria especializada na temática, além de 64 rótulos de diferentes partes do mundo distribuídos em torneiras.​
Foto: Andréa GraizComo surgiu a ideia de criar o Dionisia Vinho Bar?
Surgiu da minha paixão pelo mundo do vinho e da vontade de proporcionar às pessoas a possibilidade de descobri-lo em pequenas doses de degustação. É uma brincadeira que possibilita uma viagem por vários estilos. Espero que as pessoas também se apaixonem.

Qual foi a parte mais complicada de abrir o novo empreendimento?
Acho que foi a execução do projeto mesmo, pois foram muitos detalhes. Há falta de mão de obra especializada em várias áreas, o que traz como consequência atrasos e o não cumprimento do cronograma. Mas, no final, conseguimos superar os obstáculos.

Como Porto Alegre está reagindo à novidade?
Sou suspeita para falar, mas posso dizer que estou muito feliz. E a resposta estou tendo dos próprios clientes que já estão se tornando frequentes. Esse é o melhor indicativo, não? Gosto quando escuto que o Dionisia “é um bar de adulto” ou “a Disney do vinho”.

Como você percebe a relação atual das pessoas com o vinho que, por muito tempo, foi visto como um sinônimo de status?
É cada vez mais usual o serviço de vinho em taça, exatamente por podermos nos aventurar e descobrir todas as possibilidades sem aquela “frescura” que traz a ideia de status. A produção mundial vem crescendo muito e cada vez mais temos acesso a produtos de altíssima qualidade. E isso é bem forte também com o vinho do Brasil: a cada ano surgem vinícolas produzindo ótimas bebidas, e as nossas grandes marcas investem muito em processos e profissionais.

Qual o seu vinho favorito?
Essa pergunta é difícil. Eu já tive vários favoritos. Não ouso mais estabelecer apenas um, ou alguns. Aprendi a apreciar os vinhos pelas suas singularidades, mas poderia dizer que meus favoritos são os brancos e tintos da Borgonha, na França.

São 64 torneiras diferentes de vinhos. A seleção desses rótulos seguiu quais critérios?
O critério principal foi o de me colocar no lugar do consumidor, aquele mais leigo. Pensei em como ele iria definir suas escolhas. Concluí que, antes de saber a uva que gosta, e que talvez nem saiba ainda, seria mais fácil entender o seu gosto pelos leves, médios ou mais encorpados. Assim definimos as nossas 16 máquinas por estilos de vinho, indo dos brancos leves aos tintos mais encorpados – ao todo, temos 10 estilos de vinho. Quanto à seleção dos rótulos, procuro sempre definir com a equipe de sommeliers e já aviso que gostamos de mudar, buscando sempre novidades. O que significa que o cliente poderá não encontrar o mesmo vinho sempre à disposição.

Como os pratos foram pensados para harmonizar com os diferentes rótulos? Não tive uma preocupação exata em harmonização, pensei mais em comidinhas gostosas para compartilhar. Como temos muitos rótulos, nossos sommeliers estão à disposição para orientar e tornar mais fácil buscar a melhor combinação que, na minha opinião, tornará a refeição ainda mais agradável.

Mesmo com a recente abertura do local, já é possível fazer planos para o futuro do Dionisia? Os planos são de consolidar a operação e me dedicar a buscar grandes vinhos feitos mundo afora. Por enquanto, posso antecipar que teremos semanas temáticas muito interessantes. E também conversas com conhecedores do mundo do vinho, apresentando nosso espaço para cursos e degustações.

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