28/11/2019

8 perguntas para o proprietário do Tasca 81

Anahís Vargas

A paixão pela gastronomia fez Mateus Schmidt abandonar a carreira de arquiteto e seguir o caminho da cozinha. Junto com a sócia Dafne Schmidt, abriu o Tasca 81 (Rua Felipe Neri, 81), na Capital. Trata-se de um gastrobar com inspiração na memória afetiva de Portugal.

De onde surgiu o seu interesse pela gastronomia e pela culinária lusitana?
Posso dizer que foi por acaso. Quando eu pensava em comida portuguesa, sempre lembrava do bacalhau, prato que comia em casa com a minha família. A partir do momento em que decidimos passar uma temporada em Lisboa, quando fui estudar gastronomia, percebi que se come muito mais por lá. Encantei-me pela culinária lusitana e pelo fato de os portugueses conhecerem muito bem não apenas a história dos ingredientes mas como as receitas surgiram. Esse conjunto me fez querer saber ainda mais sobre o assunto.

Como foi migrar da profissão de arquiteto para a de chef?
Foi algo que, no princípio, deu bastante medo, pois eu entraria em um mercado com certo atraso, com pessoas que desde cedo já estão trabalhando pesado na cozinha, vida que não é fácil. Procurei estudar, fazer cursos de cozinha profissional. Decidi largar de vez a arquitetura quando percebi que na cozinha me sentia satisfeito.

Como a sua vivência na Europa influenciou na sua perspectiva de empresário e de chef?
Aprendemos muito sobre a valorização daquilo que nos pertence enquanto cultura, produtos e tradição gastronômica. Os portugueses sabem reconhecer o valor do que é produzido por lá. Este espírito de conforto e de hospitalidade é o que encontramos e o que buscamos traduzir.

O que diferencia o Tasca 81 de outros restaurantes portugueses?
Para começar, não somos um restaurante, somos um gastrobar. Nossos pratos são em porções menores, a ideia não é comer e sair, mas ir petiscando, tomando uns copos e passando bons momentos. Como temos esse lado moderno, resolvemos servir receitas que não são muito fáceis de encontrar em Porto Alegre. Os clássicos são sempre revisados para terem um toque a mais.

Por que a escolha de petiscos e copos para o gastrobar?
Nossa estadia em Lisboa nos ensinou que bons momentos sempre são acompanhados de bons petiscos e uns copos com os amigos ou a família. Quisemos trazer para cá esse conceito montando o primeiro bar com influência portuguesa em Porto Alegre.

Qual o seu prato português favorito?
Difícil dizer, aprendi a gostar de muitos, mas um que eu comia todos os dias era o Pica Pau. Engordei uns bons quilos com ele.

Como funcionam as escolhas de iguarias para compor o menu?
Em Portugal, existe uma valorização dos produtos do país. Na medida do possível, estamos sempre em busca de insumos regionais. Claro que um bom bacalhau tem de vir de longe, mas tentamos incorporar coisas daqui.

Quais serão os próximos copos e petiscos do menu?
Ainda existem muitos pratos portugueses que podem entrar. Estamos sempre testando e confabulando na cozinha. Essa é uma decisão que tento sempre tomar com a equipe. Com certeza, o pastel de natas está por vir e, em algum momento, outro prato como o Bacalhau Zé do Pipo, o Bacalhau Espiritual, o Polvo à Lagareiro.

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Se você gosta de comer e beber bem, e de falar sobre isso, vai gostar também do nosso podcast. O Foodcast é um papo descontraído da equipe de Destemperados sobre gastronomia, dá o play aí!

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