06/06/2019

8 perguntas para o responsável pela Granja Cichelero

Victoria Campos

Engenheiro de alimentos, Daniel Cichelero está à frente da Granja Cichelero, uma empresa familiar de Carlos Barbosa que há mais de cem anos produz leite e desde 2000 atua na fabricação de queijos. Atualmente, comercializa 17 tipos de queijo.

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O que vocês produzem?
Queijos do tipo colonial (com e sem lactose), parmesão, gruyere, temperados (tomate seco, pimenta, orégano, salsa, cebola e bacon, nozes, manjericão e ervas finas), minas frescal, coalho, prato (lanche), ricota pura e temperada (orégano e tomate seco).

Qual a composição do rebanho da Granja?
Nosso rebanho é 80% do tipo holandês, 10% jersey e o restante é o resultado de uma cruza dessas duas
raças. Essa escolha é porque, assim, nós obtemos um índice de sódio maior, característica que permite a fabricação de queijos de melhor qualidade.

Qual suporte tecnológico vocês têm atualmente?
Hoje, tanto na produção de leite quanto na produção de queijos, existe muito suporte tecnológico. Um exemplo é a ordenha robótica, que permite que esse processo seja realizado em qualquer momento do dia de maneira automática. Ou seja, quando o animal sente a vontade de produzir o leite, quando está com o úbere cheio, ele tem livre acesso aos robôs para que o leite seja ordenhado. Além disso, na produção das forragens nós também fizemos muito investimento nos últimos anos, para melhorar a qualidade. Na indústria, não é diferente. Temos máquinas de ponta que agilizam o processo, mas mantêm o alto padrão.

Como garantir a qualidade dos produtos?
Com certeza, ter o processo completo em nossas mãos garante isso. Hoje, temos o controle desde a produção do
alimento dos animais na lavoura até a fabricação do leite por meio da ordenha robótica, pelo qual as vacas estão em um ambiente climatizado, que oferece estabilidade o ano todo. Além disso, o leite é canalizado desde que sai da vaca até o tanque de recepção da indústria, o que oferece segurança. Dentro da fábrica, utilizamos apenas matérias-primas de padrão elevado. Mas é importante destacar que isso tudo não dispensa a gerência humana como responsável pela microbiologia e pela fisicoquímica, e temos essa situação na empresa.

Qual o tipo de queijo mais vendido?
É o mesmo que deu origem a nossa indústria: o do tipo colonial. Atualmente, 70% do leite que a Cichelero produz é destinado para a produção desse tipo de queijo.

O público pode conhecer a granja?
Sim! Nós temos o varejo disponível, aberto em horário comercial e, se alguém quiser fazer uma visita para
conhecer o processo, pode fazer o agendamento. O tour leva em torno de uma hora e inclui uma passagem
pela nossa loja.

Quais as perspectivas da Cichelero para os próximos anos?
São as mesmas de 17 anos atrás: trabalhar apenas com a produção própria de leite, com a finalidade de garantir um bom produto e ter uma procedência segura. Também queremos crescer aos poucos. Como meu limitador é a fabricação de leite, assim que eu puder aumentá-la, poderei crescer a parte da indústria do queijo. Assim, vou conseguir expandir o leque de produtos e, consequentemente, conquistar mais clientes.

Além de ir à granja, como os consumidores podem adquirir os queijos da Cichelero?
Nossos produtos estão disponíveis em várias casas de queijo especializadas e que prezam pela venda de itens
diferenciados. Aqui na região da Serra, por exemplo, você vai encontrar, é claro, em alguns estabelecimentos de
Carlos Barbosa, além de Caxias do Sul, Bento Gonçalves, Gramado, Canela e Farroupilha. Para completar, também
vendemos para lugares de Porto Alegre, da Grande Porto Alegre e do Vale do Taquari.

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