07/02/2019

9 perguntas para Nelson Rech

Victoria Campos

Nelson Rech tornou-se cozinheiro por conta própria. Com a ajuda de livros e da experiência adquirida na sorveteria e lancheria do pai, hoje é o nome à frente de um dos clássicos de Caxias do Sul: o Restaurante Rech, especializado em frutos do mar.

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Foto: Nelson Rech/Arquivo Pessoal

Como iniciou a sua trajetória na cozinha?
Sou engenheiro de formação e sempre ajudei meu pai no negócio dele. Quando ele se aposentou, na década de 1990, eu assumi. Em seguida, surgiram bancos nas redondezas e a procura por almoço aumentou. Comecei a servir comida e, quando me dei por conta, já estava lotado de clientes. Então, parei tudo e abri o restaurante, no formato que é hoje. A partir daí, o movimento foi muito grande e eu não sabia como fazer para diminuí-lo, já que o meu espaço era pequeno.

E como foi essa transição?
Nesse momento percebi que ou eu atendia um milhão de pessoas para lucrar ou oferecia algo com um maior valor agregado. Por isso, comecei a servir filé mignon, alguns peixes e deu certo. No início, contratei um funcionário para ser o cozinheiro, mas eu não gostei e assumi a tarefa. Me abasteci de livros, vi como funcionava, o porquê das coisas e acabei virando cozinheiro. Assim, caí nas graças dos gourmets e fui aprimorando o meu trabalho. Tudo devagar.

Caxias é uma cidade reconhecida por sua gastronomia italiana, por que acredita que os seus frutos do mar fazem sucesso?
Porque eu sirvo como uma alternativa. O pessoal que vem de fora vai às galeterias, mas chega um momento em que desejam algo diferente. À noite, eles até podem encontrar outras opções, mas não para o almoço, que é o horário de funcionamento do meu restaurante.

Qual o carro-chefe do Rech?
O bacalhau à vicentina, que é uma receita italiana e não portuguesa, e o polvo grelhado com pato e batata na chapa.

Um lugar no mundo para comer frutos do mar?
Eu não sei dizer um restaurante específico, mas comi bons frutos do mar na Europa e no Chile. Recomendo os polvos servidos na Espanha e os mexilhões da Bélgica. São maravilhosos!

Por que a escolha de não ter um cardápio? (No Rech, o cliente escolhe o que vai compor o seu prato em uma espécie de vitrine)
Eu não tenho cardápio pré-definido porque hoje à tarde, por exemplo, vou à feira, vejo o que tem de bom e a partir daí decido o que fazer. Algumas coisas tenho sempre, como camarão na moranga, filé à parmegiana e estrogonofe. Mas, conforme a disponibilidade de produtos que encontro, elaboro o menu. Minha prioridade é o que estiver mais fresco e mais novo.

Sua família também está envolvida com o restaurante?
Trabalhamos em família, eu e meus filhos. Eu faço a parte da cozinha e das compras. O Pedro e a Carina fazem a parte do atendimento. É bom que a gente briga todo o dia. Um grita para o outro lá do fundo e todo mundo participa (disse em meio à risada). Minha esposa Silvia eventualmente também ajuda. Só o Rafael, meu outro filho, não trabalha por aqui. Ele mora no México.

Você ainda tem gosto pelos frutos do mar?
Eu não como mais, só quando preciso testar os pratos. Eu lido com frutos do mar todos os dias, só o cheiro já me sacia e me tira a vontade de comer. Hoje em dia, eu prefiro uma sopa.

E qual a sua sopa preferida?
Gosto muito da sopa de legumes.

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